O problema de interoperar

Trocar bytes não basta: os participantes precisam concordar sobre identidade, estrutura, significado, transporte e permissão.

A documentação define interoperabilidade como a capacidade de sistemas se comunicarem, trocarem dados e solicitarem funções locais ou remotas mediante padronização de protocolo, transporte, armazenamento e representação.

No HU Digital, essa padronização conecta bancos relacionais do AGHU, documentos clínicos modelados, recursos FHIR, arquivos binários, serviços de identidade e canais de uso.

Mapa dos padrões documentados

Cada padrão ocupa uma camada. Eles se complementam e não devem ser tratados como substitutos diretos.

Padrão ou perfilUso na documentaçãoPergunta que ajuda a responder
OpenEHRModelagem computacional dos DCMsComo representar o conteúdo clínico normalizado?
HL7 FHIR R4Recursos e interfaces da plataformaComo organizar e consultar informação interoperável?
IHE MHDEnvio e compartilhamento de documentos clínicosComo publicar e localizar documentos em ambientes móveis/web?
IHE PIXv3Alimentação cadastral de pacientes e profissionais pelos conectoresComo correlacionar identidades entre domínios?
IHE APPCDocumento de consentimento e privacidadeComo representar preferências de acesso?
SCIMPesquisa e gestão de identidades de usuário em APIs documentadasComo localizar ou sincronizar identidades aplicacionais?
OAuth2Tokens e controle de acesso nos componentes WSO2Como uma aplicação prova sua autorização técnica?

FHIR na plataforma

FHIR R4 aparece tanto no armazenamento/consulta de recursos quanto no transporte de documentos e nas fachadas de APIs.

  • Recursos Patient e operações MPI apoiam identificação e consulta de pacientes.
  • Appointment transporta contexto de consultas e teleatendimentos em serviços de notificação.
  • DiagnosticReport e DocumentReference aparecem nas requisições das aplicações para resultados e documentos.
  • Bundles reúnem recursos necessários à composição de um sumário de saúde.
  • MHD organiza transações de documentos clínicos e metadados.
  • Fachadas FHIR também são descritas para serviços como consentimento.
Exemplo didático — estrutura mínima
{
  "resourceType": "Patient",
  "identifier": [
    {
      "system": "urn:identificador-exemplo",
      "value": "VALOR_MASCARADO"
    }
  ]
}

Como as peças se compõem

Um mesmo fluxo pode empregar mais de um padrão, cada qual em seu ponto de responsabilidade.

  1. 1
    Modelar

    O modelo de informação define os elementos clínicos; o DCM os representa computacionalmente em OpenEHR.

  2. 2
    Identificar

    Paciente, profissional e organização são correlacionados por identificadores e cadastros compartilhados.

  3. 3
    Empacotar

    Documento, metadados e recursos são organizados segundo FHIR e perfis IHE aplicáveis.

  4. 4
    Trocar

    APIs gerenciadas e mediações transportam a informação entre origem, repositório e consumidor.

  5. 5
    Governar

    Identidade, autorização, consentimento e auditoria limitam o uso ao contexto permitido.