REST é o estilo; HTTP é o protocolo

A sessão introdutória usa REST para explicar por que uma API FHIR organiza dados como recursos endereçáveis e representações trocadas entre cliente e servidor.

Restrição RESTEfeito práticoPergunta de revisão
Interface uniformeOperações e representações seguem convenções previsíveisO cliente usa a semântica documentada do método e do recurso?
Cliente-servidorInterface e dados evoluem com responsabilidades separadasA regra crítica também é aplicada no backend?
StatelessCada requisição leva o contexto necessárioO servidor depende de estado oculto da chamada anterior?
CacheRespostas estáveis podem evitar trabalho repetido quando permitidoO conteúdo é cacheável sem expor dado clínico ou ficar obsoleto?
CamadasGateway, mediação e backend podem ser substituídos sem mudar o clienteA falha está na borda, na política, na mediação ou no serviço?
Code on demandExtensão opcional do comportamento do clienteEste caso realmente precisa da restrição opcional?

Métodos como intenção

MétodoIntenção geralCuidado no FHIR
GETLer ou pesquisarParâmetros, includes, paginação e autorização mudam o resultado
POSTCriar ou executar operaçãoO endpoint e o perfil determinam a semântica
PUTSubstituir em endereço conhecidoVersão, concorrência e suporte precisam ser verificados
PATCHAlterar parcialmenteNem todo servidor ou recurso habilita a operação
DELETERemover logicamente ou fisicamentePolítica de retenção clínica pode restringir o uso

Do Patient à navegação do Bundle

A demonstração de 11 de setembro percorre a documentação FHIR R4, o recurso Patient, identificadores, buscas e resultados paginados.

Exemplo didático sanitizado
{
  "resourceType": "Patient",
  "identifier": [
    {
      "system": "urn:sistema-de-identificacao-aprovado",
      "value": "[VALOR_MASCARADO]"
    }
  ]
}
ElementoUso apresentadoPonto de atenção
PatientRepresentar e localizar a pessoaCorrelação no MPI precede a associação clínica
_id / identifierBuscar pela identidade técnica ou por identificadorNão trocar namespace por posição no JSON
BundleAgrupar resultados e metadados de navegaçãoContar entry não substitui total nem seguir link next
ObservationRepresentar observações pesquisáveis por paciente e códigoCategoria, terminologia e perfil delimitam o significado
EncounterRepresentar atendimentos relacionados aos documentosA granularidade depende do caso de uso e do mapeamento
DiagnosticReportOrganizar resultado/laudo de examePode referenciar solicitação, observações e conteúdo anexo

Terminologia e conformidade dão significado

Uma estrutura FHIR válida ainda pode ser semanticamente inadequada se códigos e perfis não forem os esperados pelo caso de uso.

ArtefatoPapelExemplo de decisão
CodeSystemDefine códigos e seu sistema de origemQual vocabulário identifica o conceito?
ValueSetSeleciona os códigos permitidos para um contextoQual subconjunto pode preencher este campo?
ConceptMapRelaciona conceitos entre sistemasA equivalência é exata, mais ampla ou parcial?
PerfilRestringe ou estende o recurso baseQuais cardinalidades, extensões e bindings são obrigatórios?
Guia de implementaçãoAgrupa perfis, terminologias e fluxosQual versão nacional ou institucional governa a integração?

O repasse mostra a operação FHIR $expand como forma de materializar um ValueSet para consumo por aplicações. Também destaca que códigos locais podem coexistir com vocabulários reconhecidos enquanto a governança de mapeamento amadurece.

BR Core, perfis RNDS e IPS aparecem como referências diferentes. O material reforça uma adequação incremental: adotar FHIR não garante, por si só, conformidade com um guia nacional nem interoperabilidade semântica entre organizações.

FHIR, openEHR e MHD no mesmo fluxo

O workshop apresenta padrões complementares: modelos clínicos detalhados, recursos de troca e envelope de documentos.

  1. 1
    Modelar o conteúdo

    Templates e arquétipos openEHR preservam estrutura e validações de documentos como RAC e Sumário de Alta.

  2. 2
    Transformar

    O conector converte o modelo extraído para a representação clínica esperada e valida o artefato antes do envio.

  3. 3
    Envelopar

    FHIR e o perfil MHD organizam metadados e transporte do documento, incluindo referências a binários quando aplicável.

  4. 4
    Persistir e consultar

    Serviços FHIR, repositórios e índices tornam recursos e documentos disponíveis conforme identidade e autorização.

  5. 5
    Visualizar

    Os canais compõem a experiência sem apagar a origem, o perfil e a versão dos dados.

Capítulos para revisão dirigida

Use estes pontos de entrada e volte ao Guia do repasse para abrir a gravação correspondente.

SessãoTimestampAssunto
04/0900:34:07Interoperabilidade e modelos de informação
04/0900:51:35Terminologias e ConceptMap
04/0902:05:30FHIR versus openEHR e conversão
05/09 — REST00:05:22Seis restrições REST
05/09 — FHIR00:47:54Serviço de terminologia
05/09 — FHIR02:24:49Conformidade RNDS e BR Core
11/0900:38:49Patient
11/0901:07:46Identifiers
11/0902:26:26Paginação
18/0900:57:41Templates openEHR
18/0901:15:25Encounter