O problema de identidade

O mesmo paciente pode aparecer em fontes distintas com identificadores e dados cadastrais diferentes.

O CNS é um identificador relevante no ecossistema descrito, mas a integração também precisa considerar dados demográficos, origem e qualidade cadastral.

O MPI oferece uma referência mestre para correlacionar registros. A documentação combina esse papel com serviços de paciente em FHIR e com a interface CNS-PDQ usada na consulta ao CADSUS.

Componentes e interfaces

Cada elemento atua em uma fronteira própria.

ElementoFunção na documentaçãoObservação
CNSIdentificador nacional de saúdeDeve ser validado e protegido
CADSUSFonte/serviço de dados cadastraisAcesso depende de ambiente autorizado
CNS-PDQInterface tradicional de consultaConvive com a evolução arquitetural
MPIÍndice mestre e correlação de pacientesCentraliza a identidade clínica
FHIR PatientRepresentação interoperável do cadastroSegue contrato e perfis da plataforma
PIXv3Perfil IHE de referência cruzadaRelaciona identificadores entre domínios
Fonte hospitalar ── identificador local ─┐
CADSUS / CNS ── identificador nacional ├─→ MPI ─→ Patient FHIR
Outro domínio ── identificador próprio ─┘       ↓
                                          vínculo clínico

Fluxo seguro de correlação

A associação precisa ser explicável e passível de revisão.

  1. 1
    Receber

    Obter identificadores e dados demográficos mínimos da fonte autorizada.

  2. 2
    Validar

    Verificar formato, consistência e qualidade dos campos.

  3. 3
    Pesquisar

    Consultar a interface de identidade prevista para o ambiente.

  4. 4
    Correlacionar

    Associar somente quando os critérios definidos forem satisfeitos.

  5. 5
    Auditar

    Registrar decisão, exceção e eventual correção sem expor dados além do necessário.

Dados e acessos protegidos

A documentação original mistura explicações com material operacional de integração.

  • Usar dados sintéticos em desenvolvimento sempre que possível.
  • Mascarar CNS e atributos pessoais em evidências e logs.
  • Não incorporar certificados ou segredos no repositório do portal.
  • Separar permissão técnica de base legal e finalidade clínica.
  • Manter trilha para correção de vínculos incorretos.