De onde nasce a plataforma
A documentação situa a constituição da REHDS e do HU Digital na Resolução Ebserh nº 779, publicada em 26 de outubro de 2022.
A REHDS é descrita como uma plataforma tecnológica aberta de serviços corporativos compartilhados de informação em saúde. Seu alcance inclui a integração entre sistemas dos Hospitais Universitários Federais — especialmente o AGHU — e a conexão com redes e sistemas de saúde nacionais, regionais e locais.
O HU Digital é a face de serviços e acesso ao Registro Eletrônico de Saúde. Ele reúne informações clínicas e serviços digitais para pacientes, profissionais de saúde e gestores, distribuídos por portal web, aplicativo móvel e interfaces integradas ao AGHU.
O objetivo documentado é permitir acesso seguro e oportuno às informações de saúde do paciente.
o-hu-digital.md
Escopo da REHDS
A rede não se limita a um repositório. O escopo documentado combina dados, serviços compartilhados e componentes de integração.
Capacidades agrupadas
| Domínio | Capacidade documentada | Papel na experiência |
|---|---|---|
| Informação clínica | Repositório de informações normalizadas e compartilhadas | Formar uma visão longitudinal do paciente |
| Identidade | Catálogo de pacientes e correlação de identificadores | Reduzir ambiguidades entre cadastros |
| Semântica | Terminologias e recursos semânticos | Apoiar interpretação consistente |
| Privacidade | Consentimento e preferências do paciente | Controlar compartilhamento e acesso |
| Administração | Registros de estabelecimentos, profissionais, lotações e serviços | Contextualizar quem acessa e em qual organização |
| Serviços digitais | Agendamento, notificações e outros serviços | Apoiar jornadas de pacientes e profissionais |
| Integração | APIs, conectores e adaptadores | Conectar sistemas sem acoplá-los diretamente |
| Dados analíticos | Lagos de dados e painéis | Apoiar decisão e gestão em saúde |
O que o HU Digital entrega
A plataforma reúne informações da jornada clínica e serviços de apoio ao cuidado.
- Histórico clínico de atendimentos.
- Sumários de Alta e Registros de Atendimento Clínico.
- Resultados de exames e outros documentos clínicos.
- Solicitações relacionadas ao acesso ao prontuário.
- Gestão de consentimentos e preferências de privacidade.
- Agendamento e operacionalização de teleconsultas.
- Acesso por pacientes, profissionais e gestores conforme autorização.
Finalidades e limites
A documentação lista finalidades clínicas, de ensino, pesquisa, gestão e políticas públicas, sempre condicionadas às regras de acesso e proteção.
O uso primário está ligado diretamente ao cuidado e à continuidade assistencial. Usos secundários — como gestão, pesquisa e formulação de políticas — dependem de governança, base legal e controles compatíveis com a finalidade.
A existência técnica de uma informação no repositório não concede, por si só, direito de acesso. Identidade, vínculo organizacional, finalidade de uso, consentimento e auditoria aparecem como partes do mesmo modelo de confiança.