Canais e públicos

A mesma plataforma é consumida por interfaces distintas, cada uma com contexto e responsabilidades próprios.

CanalPúblico principalUso documentado
Portal Web PacienteCidadão pacienteConsultar registros, resultados, compartilhamentos, histórico e teleatendimentos
App HU DigitalCidadão pacienteAcessar funções equivalentes em dispositivos móveis
Portal Web ProfissionalProfissional da Rede EbserhPesquisar pacientes e acessar registros conforme contexto autorizado
Interface embarcada no AGHUProfissional em atendimentoAbrir o prontuário unificado no fluxo assistencial
APIsAplicações e integraçõesConsumir serviços padronizados e controlados da plataforma

Quatro controles que não são sinônimos

A leitura conjunta dos documentos separa quatro perguntas de segurança.

Cenários de acesso

Os manuais e a documentação técnica descrevem caminhos diferentes para o mesmo RES.

Fluxo conceitual

  1. 1
    Identificar

    O usuário autentica-se no canal disponível; a aplicação também possui sua própria identidade técnica.

  2. 2
    Contextualizar

    Perfil, organização, vínculo assistencial e finalidade ajudam a determinar o escopo do acesso.

  3. 3
    Verificar

    Políticas de autorização e, quando aplicável, consentimento ou compartilhamento são consultados.

  4. 4
    Entregar

    A aplicação solicita apenas as informações necessárias pelos serviços da plataforma.

  5. 5
    Registrar

    O acesso e os eventos relevantes alimentam a trilha de auditoria.

CenárioBase documentadaObservação
Próprios registrosPaciente autenticadoConsulta informações vinculadas à própria identidade
Compartilhamento particularConsentimento concedidoPaciente escolhe pessoa ou unidade para compartilhar
Atendimento profissionalVínculo e contexto organizacionalAcesso relacionado ao cuidado
EmergênciaFinalidade específica e registroA documentação descreve quebra de vidro auditável
Uso por aplicaçãoIdentidade técnica e tokenDetalhes e valores de autenticação permanecem restritos

Privacidade por desenho

A documentação afirma que os dados pertencem ao paciente e devem ser tratados em conformidade com a LGPD.

Consequências práticas

  • Coletar e exibir somente o necessário para a finalidade.
  • Não usar existência no CDR como sinônimo de permissão de leitura.
  • Tratar acessos emergenciais como exceções justificadas e auditáveis.
  • Dar visibilidade ao paciente sobre compartilhamentos e histórico de acesso.
  • Proteger credenciais de aplicações separadamente das identidades de usuários.
  • Aplicar cuidado adicional ao tratamento de dados de crianças e adolescentes.